Há algum tempo eu não postava por aqui, mas como vocalista e apaixonado vertente do rock "hardcore", venho trazê-los um questionamento.
O Hardcore é um estilo musical proveniente da cultura punk, ou contra-cultura, ligada diretamente ao ativismo, à contestação social, à exposição das mazelas da sociedade, ao embate individual e ao questionamento em geral.
Com o passar do tempo, o Hardcore perdeu um pouco da essência crítica, pois antes além de crítico era ligado ao ativismo, em que as pessoas ligadas ao movimento saíam nas ruas, contestando a situação que os desagradava, inclusive correndo sérios riscos de serem espancados pela polícia, ou mesmo até presos.
Com o tempo ocorreu o que me convém chamar de ''marasmo moral'', em que mesmo o tom crítico das letras permanecendo, passou a haver a falta do ativismo, e as palavras passaram a ser somente palavras, daí o "marasmo moral" ao qual me referi anteriormente.
Hoje em dia o sentindo do "hardcore" meio que se perdeu, não só pela falta do ativismo no geral, como também pelo fato de que as bandas que ainda trazem alguma essência no som, ou seja, letras críticas, acabam no marasmo moral, nas palavras por palavras.. além do mais as bandas do estilo hoje em dia, são muito confundidas pelas pessoas com bandas do estilo ''emo'', ou ''emocore'', principalmente pelos leigos no assunto, o que contribuiu de forma negativa pro entendimento e engrandecimento do estilo, visando a real mudança.
Meu intuito neste post é questioná-los: Hardcore, real intenção de mudar ou apenas palavras por palavras (falso moralismo)?
quarta-feira, 31 de março de 2010
domingo, 25 de outubro de 2009
Entrevista com Iago Barreto: Faina e o Underground cearense

Bem, recentemente fui cobaia de algumas alunas de jornalismo da Unifor (Universidade de Fortaleza). A missão: fazer uma revista com alguns temas pré-definidos. Elas escolheram a cena underground cearense como um deles, assim como a entrevista com a Faina, por fazer parte da cena cearense. Eu, como bom cobaia, respondi com toda atenção a todas as perguntas que me foram feitas, eis elas:
Quando e como surgiu a idéia da banda?
Bom, partiu de mim (Iago), que em meados do ano de 2004 passei a ouvir Hardcore. Por ser um som que carrega bastante energia, e bastante estimulante, me senti motivado a convidar amigos pra realizar aquele sonho de adolescente. Sonho este, que só veio se concretizar em novembro do ano de 2006, quando a banda surgiu.
O que significa o nome da banda e como foi escolhido?
O nome Faina surgiu de uma prova de literatura que eu fazia quando tinha 15 anos, na época (meados de 2004) eu começava a ouvir Hardcore, como dito anteriormente. Na prova havia a palavra ''faina'' em um texto literário, e o significado logo abaixo ”trabalho árduo/ trabalho prolongado”, e vem do latim eu acho ou do próprio português, não sei ao certo. O certo é que fiquei com isso em mente e gravei comigo mesmo ''minha primeira banda se chamará Faina''. O nome foi unânime entre os componentes da primeira formação da banda, pois eu nunca quis um nome em inglês, até porque seria um som tocado com letras em português, e por não assimilar a idéia de “americanização” das bandas brasileiras. Então: “Faina” um nome português e com um significado legal, ”trabalho árduo/ trabalho prolongado”, e uma banda em si é um trabalho prolongado, que demora anos se aperfeiçoando, e mesmo assim nunca se considera ideal, nada melhor, Faina.
Qual o estilo e as influências da banda?
O rótulo é algo bem claro pra nós, pois qualquer um que ouça nosso som dirá: “- Essa é uma banda de Hardcore”. E é isso, somos uma banda, sobretudo, de Hardcore. Porém em meio ao nosso som encontramos diversas influências de diferentes vertentes do rock, até pelas influências que formam cada um de nós componentes.
Falar de influências seria algo extenso, se formos pensar no contexto de cada um de nós. Mas não posso deixar de citar influências do estilo no nosso som. No âmbito nacional temos influência de bandas como: Dead Fish, A-OK, Switch Stance, Mutação, Colligere. Em uma abrangência internacional eu poderia citar os clássicos Bad Religion e Pennywise.
Onde a banda costuma tocar (bares, boates, festivais, casas de show, etc.)?
Habitualmente costumamos tocar no Hey Ho Rock Bar, o bar mais conhecido da cena alternativa de Fortaleza. Mas já participamos de festivais em outras casas de show, como o próprio Reggae Club (que fica na mesma Rua do Hey Ho), no Teatro Marista e até no Night Bar. Aonde estiverem chamando, estamos tocando!
Já apareceram em alguma mídia (televisão, jornal, rádio)?
Sim, uma vez tocamos em um programa da TV União intitulado “Eco TV”. Um programa bastante interessante de consciência ecológica que abre espaço para as bandas locais se apresentarem de forma acústica (de todos os estilos, do pagode ao rock). Tocamos algumas músicas do nosso primeiro trabalho de forma acústica, violões associados à voz.
Vocês se consideram alternativos (underground)? Por quê?
Somos uma banda Underground sim. Pois fazemos um som crítico, que foge dos padrões comerciais pré-estabelecidos, ou seja, “No Mainstream”, e mantemos uma postura ética perante o som que fazemos.
O que é ser alternativo/underground pra você?
É, sobretudo, fazer um som de atitude, que fuja dos padrões comerciais pré-estabelecidos e dos modismos tão habituais nos dias de hoje (Mainstream). Organizar eventos por conta própria também é bastante válido (Do It Yourself). E, associado a isso, manter uma postura ética perante o som que se faz, manter-se firme, uma questão de conduta.
Como você vê o cenário da música underground de Fortaleza? É bem desenvolvido? O que falta?
Bem, aqui em Fortaleza a cena é realmente carente se comparada a cidades como São Paulo (SP), por exemplo. Existem muitas bandas na ativa, não só na "elite" como também nas periferias. A cena funciona tanto nas periferias como nos locais “elitizados”, onde ocorrem eventos de diversos estilos, em que há uma verdadeira mescla das bandas de diversas vertentes do rock. Bandas de punk/hardcore, por exemplo, dividem palco com bandas de alternativo, emo, grunge, hard rock, metal, etc. Não costuma haver com muita freqüência eventos voltados pro mesmo estilo de rock. O Hey Ho é um monopólio, visto por muitas bandas como um “sonho”. Lá ocorrem constantemente muitos festivais de rock de diversos estilos, porém não é tão acessível para toda e qualquer banda que deseje tocar lá, talvez por isso seja visto como um “sonho”.
Há locais “elitizados” como o Reggae Club, que a princípio era uma casa de show voltada somente ao Reggae, mas de dois anos pra cá, aberta também aos rock’s, mesmo que de forma não habitual. Há também o “Mocó Stúdio” que fica na mesma Rua do Hey Ho e do Reggae Club (Rua José Avelino). Podemos levar em consideração a proximidade dessas casas de show, todas situadas na Praia de Iracema (Dragão do Mar), e por isso citei a palavra “elitizados”.
Há também os locais distantes da elite onde costumam ser realizados eventos de rock, tais como o Night Bar (Bairro Henrique Jorge), Clube Santa Cruz (localizado no centro da cidade), etc.
O que falta é uma maior integração entre bandas, não apenas almejando uma união, como também visando fazer eventos por conta própria, muitas vezes considerados ausentes. Querendo ou não, algumas vezes se submeter aos produtores não é favorável. Pois alguns deles visam o dinheiro, e não o festival como uma integridade. Portanto deve haver união recíproca por parte das bandas.
Como é a convivência com outras bandas e outros estilos como o Heavy Metal, por exemplo?
A convivência é boa, pelo menos da minha parte, já fiz amizade com muitas pessoas que tem bandas de diversos estilos de rock diferentes. Em um aspecto geral o que observo é uma tendência a amizade, troca de idéias, etc. Até porque pra cena funcionar umas dependem das outras, numa relação mútua.
É ou já foi vítima de qualquer forma de preconceito?
Sim, de pessoas leigas. Os leigos no assunto (geralmente não roqueiros) costumam confundir bandas de Hardcore em sua real essência com o som “emo”. Já ocorreu de pessoas que não entendem nada de rock, chegarem pra mim e perguntarem se sou “emo”. Talvez fosse brincando, mas o tom foi sério. Apenas disse que não era, e que minha banda tocava Hardcore, um som, sobretudo, de muita atitude que foge de padrões comerciais como o “emo”, por exemplo.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Brasil: Ensino público x Ensino privado
Há uma clara distinção entre ensino público e ensino privado no Brasil. No ensino público não existe qualidade sob nenhum aspecto, e além de uma má qualidade de ensino, há desordem e ocorrem greves de professores constantemente, o que contribui de forma negativa para o agravamento da situação do ensino público no Brasil.
O ensino privado brasileiro na grande maioria das escolas é bom, porém custa dinheiro. Associado a isso podemos levar em consideração a má distribuição de renda no Brasil, o que contribui para maior opressão dos excluídos, que terão que se conformar com ensino de má qualidade, e futuro incerto.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Underground.
Talvez quem tenha uma banda que esteja fora dos meios comerciais e afins, entenda este termo. Talvez nem saiba explicar o que realmente significa, mas por viver aquilo, acaba meio que captando o que é a parada meio que inconscientemente.
O que é então o ser/fazer underground nesse meio tão super lotado de bandas? É sobretudo fazer um som de atitude, que fuja dos padrões comerciais pré-estabelecidos e dos modismos tão habituais nos dias de hoje (No mainstream). Organizar eventos por conta própria também é bastante válido (Do It Yourself). E, associado a isso, manter uma postura ética perante o som que se faz, manter-se firme, uma questão de conduta. Ao conjunto de bandas que fogem de padrões comerciais e mantém essa "postura", podemos chamar de "cena underground" ou ''movimento underground", como queiram (se formos comparar, é meio que uma contra-cultura dos anos 60, porém menos ativista).
Dentro dele não é tão fácil se sobressair, pois muitas vezes passará por situações desagradáveis, como por exemplo: passar pelas mãos de produtores picaretas, que só visam o lucro; tocar em eventos em que não há colaboração e nem união por parte das bandas, e que irão hesitar em te emprestar uma simples peça de bateria por exemplo; tocar pra um número baixíssimo de pessoas; pagar ensaios, gravações, instrumentos, e até ingressos pra poder tocar em determinados eventos; ausência de apoio familiar. Enfim, não é nada fácil.E você se pergunta, qual a razão de tudo isso? Se você sabe que não te trará nenhum bem material. E você responde a si mesmo: "eu sou amo isso, não tem como fugir disso".
Segue o verso final da música ''individualismo de massa" da banda capixaba Dead Fish (maior nome do hardcore nacional):
"Sou branco, sou preto
Sou fraco, sou forte
Sou punk, sou banger, sou skater, sou underground
Sou fraco, sou forte
Sou branco, sou preto
Sou skater, eu sou rapper, sou tudo
Sou nada, eu sou nada, eu sou nada,
Eu sou underground
Ahhhhh, Ahhhh"
O que é então o ser/fazer underground nesse meio tão super lotado de bandas? É sobretudo fazer um som de atitude, que fuja dos padrões comerciais pré-estabelecidos e dos modismos tão habituais nos dias de hoje (No mainstream). Organizar eventos por conta própria também é bastante válido (Do It Yourself). E, associado a isso, manter uma postura ética perante o som que se faz, manter-se firme, uma questão de conduta. Ao conjunto de bandas que fogem de padrões comerciais e mantém essa "postura", podemos chamar de "cena underground" ou ''movimento underground", como queiram (se formos comparar, é meio que uma contra-cultura dos anos 60, porém menos ativista).
Dentro dele não é tão fácil se sobressair, pois muitas vezes passará por situações desagradáveis, como por exemplo: passar pelas mãos de produtores picaretas, que só visam o lucro; tocar em eventos em que não há colaboração e nem união por parte das bandas, e que irão hesitar em te emprestar uma simples peça de bateria por exemplo; tocar pra um número baixíssimo de pessoas; pagar ensaios, gravações, instrumentos, e até ingressos pra poder tocar em determinados eventos; ausência de apoio familiar. Enfim, não é nada fácil.E você se pergunta, qual a razão de tudo isso? Se você sabe que não te trará nenhum bem material. E você responde a si mesmo: "eu sou amo isso, não tem como fugir disso".
Segue o verso final da música ''individualismo de massa" da banda capixaba Dead Fish (maior nome do hardcore nacional):
"Sou branco, sou preto
Sou fraco, sou forte
Sou punk, sou banger, sou skater, sou underground
Sou fraco, sou forte
Sou branco, sou preto
Sou skater, eu sou rapper, sou tudo
Sou nada, eu sou nada, eu sou nada,
Eu sou underground
Ahhhhh, Ahhhh"
sábado, 30 de maio de 2009
Você produz ou reproduz?

No que você pensa quando esta frase lhe vem em mente de forma súbita? Um tapa na cara? É verdade, pra muitos vai soar como um (ou não). A mesma frase que introduz a mais recente música da minha banda: "A imagem, seu reflexo" (que também remete outros contextos). Frase esta provém de uma reflexão minha diante de textos/discursos/letras que li, fazendo portanto uma "mesclagem" dos mesmos incluindo o texto "Visibilidade e espetáculo" de Maria Rita Kehl (Psicanalista); e um dos capítulos do livro "Criatividade - Psicologia, educação e conhecimento do novo", "Cap.4 - Criatividade no mundo contemporâneo" do sociólogo José Sterza Justo; discursos do Rodrigo Ponce (ex letrista/vocalista da banda colligere/filósofo), e letras do próprio colligere.
Sem me delongar mais, vamos ao foco: produção e reprodução no contexto da sociedade contemporânea. E você, que está lendo este texto agora, produz ou reproduz? É até estranho pensar nisso, porque se formos pensar de forma instântanea, não conseguimos remeter isso a nada no âmbito da nossa vivência, das nossas percepções e escolhas. Mas isso ficou um pouco mais claro pra mim após ouvir (e depois repassar para o computador) um discurso do ex vocalista/letrista do colligere, Rodrigo Ponce, eis o discurso:
"Hardcore sempre é uma coisa sobre reafirmar sua identidade, sobre fazer você mesmo, sobre ser você mesmo, sobre não se alienar. Mas sempre na maior parte dos momentos da sua vida, do seu cotidiano, você está alienado, você não é você mesmo. Você reproduz discursos, você reproduz estímulos, você reproduz comportamentos, no trabalho, e não tem como ser de outro jeito, vai ser sempre assim. O que que é ser você mesmo, então, no meio desse mundo onde a gente está apenas reproduzindo cultura? Talvez seja.. se apropriar daquilo que se reproduz de uma forma original, é como aquilo que todo mundo disse pra você mesmo, então aquilo vai ser seu, enquanto isso, você é só uma cópia.''
Rodrigo Ponce
Portanto, levando isso pra uma reflexão pessoal, eu poderia dizer que a questão de produzir ou reproduzir é um tanto polêmica, porque hoje em dia todo mundo reproduz, até os conscientes. A mídia produz mensagens as quais são absorvidas pelas pessoas como única verdade (reprodução em massa)
, e estas, por acreditar cegamente nela, passam a agir conforme seus padrões, e então funcionamos como verdadeiros robôs padronizados (e este é apenas um dos diversos contextos em que reproduzimos; talvez o mais importante dentro do contexto da nossa atual sociedade).Mesmo as pessoas conscientes reproduzem (menos que as não conscientes) pois vivemos numa sociedade baseada nisso, a dita ''sociedade do espetaculo'', porém os conscientes, cientes de que as mensagens manipulam, reproduzem de uma forma original, se apropriando daquilo que os é habitual de uma forma original. O que seria então se apropriar daquilo que nos é habitual de
uma forma original? Todos nós reproduzimos certo? Correto! Então: podemos nos apropriar de uma reprodução (seja ela em qual contexto for - estímulos, comportamentos, no trabalho, meios midiáticos, nos estudos, etc) de uma forma original, ou seja, sabendo que a informação chegará até nós de determinada forma, devemos crer nela sob nossos moldes, sob nossa consciência, sob nossa verdade, e assim prezar por nossa crítica perante a forma como tudo isso foi moldado. E assim não seremos uma cópia que reproduz de forma contínua, e sim estaremos reproduzindo de uma forma original, o que se aproxima de uma "produção", apesar de utópica.
Eis mais um verso, este do sociólogo José Sterza Justo:
"Nunca foi tão importante criar ("produzir"), seja para acompanhar a onda da modernidade ou para confrontar-se criticamente com ela"
José Sterza Justo - "Criatividade - Psicologia, educação e conhecimento do novo" pág. 63
O importante é sempre manter a auto-crítica, e a crítica perante tudo que nos cerca, que nos molda, que quer nos esmagar, nos engolir! Se não, iremos apenas respirar e ver tudo passar, e quando percebermos, seremos apenas robôs padronizados, não guiados por nossas próprias pernas. Nós somos senhores do nosso próprio destino, quem vai mudar nossa sina, se não nós
mesmos?
Para concluir, me apoiarei sob versos que o próprio Rodrigo Ponce escreveu, versos de uma letra do colligere intitulada "Falso".
''Trago aqui as idéias que me formaram,
mas esta forma também pode criar novas escolhas
Lendo os fatos, produzo conseqüências
Posso criar uma nova leitura
E o verbo então se fará carne ou toda pele será como espelho?
E a paixão de um novo modo pode brilhar sobre essas palavras gastas?''
Rodrigo Ponce
No mais, quem quiser dar uma olhada na minha letra "A imagem, seu reflexo", cuja frase de introdução é justamente a que nomeia este texto, aí vai o link: http://letras.terra.com.br/faina/1405955/
terça-feira, 19 de maio de 2009
O Espírito e a Espada.

Tema sugestivo, não? Pode assustar a princípio, principalmente pelo nome que carrega, entretanto, após a leitura vocês vão entender perfeitamente ao que me refiro quando falo em espírito e espada. Estava eu a ouvir meu Hardcore (como sempre o nacional) vagando por locais, ou mesmo estático em um ônibus, ou topique, etc. E de repente a música para, e o instrumental fica mais calmo, dando abertura pra uma parte falada da música, eis ela:
''Existem dois poderes no mundo, o espírito e a espada, mas à longo prazo a espada sempre será conquistada pelo espírito. - E isso me faz acreditar, na infinita capacidade humana de amar." (A décima letra que introduz um nome forte - Prelúdio)
Isso deveras me chamou atenção, pelo fato de que metaforiza a nossa realidade utilizando-se de elementos que existiram praticamente desde o começo da história da humanidade e simbolizando algo que realmente ocorre (e que está em evidência; - ocultado).
Estes dois poderes (o espírito e a espada) nada mais seriam do que: - o espírito representado pelas pessoas lutadoras, pelas classes baixas, pelo proletariado, dos usurpados pelos "poderosos", acima de tudo, das pessoas que lutam por seus direitos, por uma vida mais digna. É o simples "poder acordar" sem um motivo pra chorar, pra padecer diante de sua vida.
- A espada, no contraposto, seriam então as classes dominantes: os burgueses (que podem ter nascido na classe média, mas que até hoje existem; - sob novos moldes), possuintes dos meios de produção, exercendo seu poder dominante sobre os dominados. Sobretudo lucrandos às suas custas. Liderando de forma controladora, exercendo seu domínio sobre a imensa ma
ioria, dentro do caos, do nosso caos!Então cheguemos ao foco "mas à longo prazo a espada sempre será conquistada pelo espírito".
Poderá haver derrota, derrota sobrepondo derrota, mas, no final, no fim do caos, somente os verdadeiros, os que destinaram sua vida de uma forma digna, honrosa, lutando por si e por todos ao mesmo tempo; os que não desistiram; os que padeceram, mas se ergueram; os que levantaram uma bandeira e morreram por ela.. Vencerão! (...) Sim! Estes irão vencer, esses são os que realmente tem o verdadeiro "poder" em mãos. Enquanto os outros, serão sempre "os outros". E isso me faz acreditar na infinita capacidade humana de amar!
Obs: Depois dizem que o Hardcore não é um som consciente. Acho que não o conhecem à fundo. Uma pena.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Dignidade Persuasiva.

Este texto originalmente foi escrito por mim no dia primeiro de outubro do ano de 2008. Como já dito anteriormente, eu utilizava meu fotolog como um blog, e o texto original é de lá. É um texto bem interessante ao meu ponto de vista, por isso resolvi repostá-lo. Até porque quando escrevo no fotolog a atenção maior não era pro texto, e com o advento deste blog, aí sim, a ênfase total é no mesmo. Link do texto original: http://www.fotolog.com.br/iagohc/21537175
Eis o texto:
Vamos ao foco de hoje: "dignidade persuasiva", alguém, por curiosidade, já ouviu esse termo antes? Eu espero que todas as respostas que eu obtenha seja um 'não', pois creio que criei esse termo. Vamos à raiz da coisa: dignidade denota boa índole, alguém bom, digno, merecedor. Enquanto persuasão indica convencimento à longo ou curto prazo.
Ao observar determinada situação, sem querer isso veio em minha mente.. ''dignidade persuasiva'', o que isso supõe? Que alguém de boa índole, por ter boa índole, é merecedor de algo ou alguém, e por ser merecedor, pode (ou não) acabar convencendo, independentemente de esteriótipos. No caso, gosto de usar esse termo quando esse alguém de boa conduta acaba por conquistar seu objetivo..
Para não correr riscos de ''perder'' esse termo, no âmbito de ninguém o dizer que criou, eu criei uma comunidade com esse título e com a mesma foto, para provar, de acordo com a data de criação da comunidade que o termo é meu, sim. Segue o link da comunidade pra quem se identificou com o termo: http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=71021541&refresh=1
Obs: A imagem é meramente ilustrativa, achei ela na internet e salvei no computador, e achei ela interessante, pois ao meu ver, leva um pouco à reflexão, que é exatamente o que eu quero causar aqui, com este blog.
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